Perrengue… Aquele em Istambul

Em matéria de viagem, posso até me considerar uma pessoa sortuda, que não passou por muitos casos de azar, porém um perrengue ali, outro aqui, a gente nunca escapa, e vou contar um que aconteceu comigo enquanto estava visitando Istambul, na Turquia.

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Era meu primeiro dia em Istambul e estava deslumbrada com a cidade, me esbaldando com a parte gastronômica e degustando várias Efes (cerveja turca).

Acontece que a minha gastrite resolveu atacar na manhã seguinte e acordei com uma série de enjoos e dores. Daí lembrei do tal seguro-saúde que havia adquirido e que era obrigatório para entrar no país.

Lá fui eu pegar o contrato de utilização e ler como funcionava o procedimento para entrar em contato com a central do seguro.

O contrato dizia que o primeiro procedimento seria ligar a cobrar para a Central no Brasil e o atendimento seria em português para ver qual o hospital mais próximo estava conveniado ou até se existia a possibilidade de algum médico comparecer onde eu estava. Ok, simples! Porém de acordo com o país em que se está a forma de ligar a cobrar é diferente e no contrato havia vários códigos de acesso dedicados a cada país, mas adivinhem? Não tinha a Turquia. #fail.

Conversei com o atendente do hostel onde estava e ele me ensinou como efetuar a ligação a cobrar, me deixando inclusive fazer a ligação de lá, mas não adiantou. A ligação simplesmente não completava.

Tentei novamente em orelhões na rua e nada… Desespero começou a bater afinal estava em plena crise de gastrite, nada confortável. Foi então que o atendente do Hostel sugeriu que eu pegasse um Táxi e fosse para um dos Hospitais Internacionais de Istambul na região de Taksim, que certamente lá eles me ajudariam e eu seria atendida. Foi o que fiz. Sorte que estava com minha amiga Melissa que me ajudou em todos os trâmites!

O rapaz do Hostel chamou um táxi e lá fomos nós em direção ao Hospital com o taxista dirigindo perigosamente. Isso porque não havia trânsito. Claro que cheguei ao hospital passando mais mal do que antes devido a forma como o taxista dirigia, porém não posso reclamar que demorou a chegar…

Chegando a recepção, tive uma grande surpresa: Ninguém falava inglês. Detalhe: o Hospital era Internacional lembram??

Ok, ficamos lá tentando comunicação até que uma enfermeira apareceu e ela falava inglês, mas disse que eu precisava ativar o seguro e para isso, teria que falar com uma tradutora do hospital para ver como seria o procedimento, mas que ela não havia chegado ainda. Era umas 7 e pouco da manhã e tive que esperar até umas 9h00 pela pessoa. Caso eu estivesse muito mal provavelmente teria que ser atendida rápido, sem o seguro e pagaria no mínimo 500 liras só pela consulta, sem contar a possível medicação. Então resolvi esperar.

Assim que ela chegou, fomos eu e minha amiga tentar explicar sobre o seguro e ela foi fazer a ligação, mas também não conseguiu. Já estava ficando bem nervosa, até que não sei como ela conseguiu fazer a ligação de outra forma, e atenderam falando em português, então expliquei a minha situação. Falei que estava passando mal e que não havia conseguido contato via ligação a cobrar e, portanto, estava no hospital. A primeira coisa que disseram foi que eu deveria ter tentado ligar antes. pois nestes casos normalmente ou o médico vai até o local que a pessoa está ou eles indicam o hospital mais próximo dentro da cobertura, e que não tinha certeza se o hospital que eu estava constava na cobertura.

Depois disso, já estava cogitando que teria que pagar as 500 liras, mas então a atendente me disse que iria entrar em contato com a central deles na Turquia e eles iriam me retornar a ligação para informar se havia a cobertura ou não. Problema. Eu não tinha um número de celular para que eles retornassem, afinal, não havia ativado o meu no roaming e nem comprado um chip de operadora local, sendo que ia ficar apenas 10 dias no país. Então combinamos que eles ligariam novamente para o hospital e chamariam por mim.

Lá se vai mais uns 40 minutos de espera e eu já descrente, frente a toda essa complicação no atendimento, até que receberam a ligação e a tradutora me confirmou que eu poderia ser atendida!

Depois de toda essa enrolação me levaram para o atendimento e um médico e enfermeira tentaram entender o que eu tinha. Minha amiga me ajudou a explicar que tinha gastrite e estava com enjoos então eles fizeram um exame de sangue e foram me medicando para as náuseas e dor com alguns remédios no soro.

Fizeram um exame de sangue e no resultado deu infecção alimentar, que de acordo com o médico era algo bem comum acontecer com turistas. Neste caso assim que melhorasse deveria evitar então qualquer alimento cru como saladas e frutas.

Me levaram então para um quarto privativo para tomar a medicação e fiquei lá com a minha amiga. Depois de todo o perrengue e de já estar melhor devido aos remédios, até rimos da situação pois o hospital era bem legal e brinquei que a cama e o quarto eram bem melhores que a do hostel que estava então aproveitei os momentos..rs

Fiquei cerca de 3 horas no hospital e fui tratada muitíssimo bem. Tinha que ficar boa logo, pois às 3 da tarde já tínhamos um passeio pelo Estreito de Bósforo marcado. Mas felizmente deu tudo certo. Após tomar a medicação, o médico me examinou novamente e me deu uma receita para comprar alguns remédios que deveria continuar tomando. Passei numa farmácia lá perto, depois pegamos o táxi e voltamos a Sultanahmet. Fomos almoçar e para mim a única opção que encontrei foi um macarrão sem molho e para beber água.

Descemos então algumas ruas e fomos para o Passeio no Estreito de Bósforo. Até lá já estava bem melhor e mais disposta, apesar de ter passado a manhã no hospital.

Conclusão

Apesar de todos os problemas que tive para conseguir ser atendida, gostei muito do atendimento do hospital, do médico e enfermeira mesmo que ninguém da recepção falasse inglês,rs. Mas confesso que fiquei pensando: e se tivesse passado mal no meio da madrugada ou em outro horário que não houvesse tradutor no hospital? Complicado né. Como pode um Hospital Internacional não ter pessoas na recepção que saibam o mínimo de inglês?
Sempre conto essa história quando me perguntam se é fácil de se comunicar em inglês na Turquia e como tive vários exemplos de que nem todo mundo lá sabe o básico de inglês, recomendo fortemente aprender pelo menos umas palavrinhas básicas em turco antes de viajar!

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Olha o perrengue que a Monique passou hein? Hahah, se gostou do perregue dela… você não imagina como o blog dela é legal, clica aqui pra conhecer e também aproveita e cliqua aqui e curte a página dela no facebook!!

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Meu Primeiro Mochilão

About The Author

Robson Franzói é um curitibano de 27 anos, formado em design e obcecado por descobrir coisas novas. Em 2012 decidiu correr atrás dos seus sonhos e no seu primeiro mochilão descobriu sua grande paixão: viajar! Amante também da fotografia, o garoto criou esse blog para compartilhar suas histórias, aventuras e clicks pelo mundo. Suas fotos já estão ficando conhecidas, aproveite e acompanhe o Instragram @blogumviajante

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4 Comments

  1. Robson

    [quote name="Rafael Leick"]Nossa, que tenso! Esse é perrengue forte. É perrengue de tirar blog do ar! hahahaha[/quote]

    Bom que o Blog já voltou ao normal.. Muito tenso esse perrengue…. que bom que nunca passei por nada parecido.. hahaha

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